Dimanche 21 décembre 2008


Os resultados das eleições municipais vieram corroborar o que o cenário político nacional já permitia ver: o esgotamento do impulso da extrema esquerda, que tinha sido relançada no começo do governo Lula. A votação em torno de 1% de dois dos seus três parlamentares, candidatos a prefeito em São Paulo e no Rio de Janeiro, com votações significativamente menores do que as que tiveram como candidatos a deputados, sem falar na diferença colossal em relação à candidata à presidência, apenas dois anos antes – são a expressão eleitoral, quantitativa, que se estendeu por praticamente todo o país, do esgotamento prematuro de um projeto que se iniciou com uma lógica clara, mas esbarrou cedo em limitações que o levam a um beco difícil, se não houver mudança de rota.

            A Carta aos brasileiros, anunciando que o novo governo não iria romper nenhum compromisso – nesse caso, com o capital financeiro, para bloquear o ataque especulativo, medido pelo “risco Lula” -, a nomeação de Meirelles para o Banco Central e a reforma da previdência como primeira do governo – desenharam o quadro de decepção com o governo Lula, que levaria à saída do PT de setores de esquerda. A orientação assumida pelo governo inicialmente, em que a presença hegemônica de Palocci fazia primar os elementos de continuidade com o governo FHC sobre os de mudança – estes recluídos basicamente na política externa diferenciada e em setores localizados – e a reiteração de um governo estritamente neoliberal davam uma imagem de um governo que era considerado pelos que abandonavam o PT, como irreversivelmente perdido para a esquerda.

            O dilema para a esquerda era seguir a luta por um governo anti-neoliberal dentro do PT e do governo ou sair para reagrupar forças e projetar a formação de uma nova agrupação. Naquele momento se cogitou a constituição de um núcleo socialista, dos que permaneciam e dos que saiam do PT, para discutir amplamente os rumos a tomar. Não apenas cabia uma força à esquerda do PT, como se poderia prever que ela seria engrossada por setores amplos, caso a orientação inicial do governo se mantivesse.

            Dois fatores vieram a alterar esse quadro. O primeiro, a precipitação na fundação de um novo partido – o Psol -, com o primeiro grupo que saiu do PT – em particular a tendência morenista – passando a controlar as estruturas da nova agremiação. Isto não apenas estreitou organizativamente o novo partido, como o levou a posições de ultra-esquerda, responsáveis pelo seu isolamento e sectarização. A candidatura presidencial nas eleições de 2006 agregou um outro elemento ao sectarismo, que já levaria a uma posição de eqüidistância em relação ao governo Lula. O raciocínio predominante foi o de que o governo era o melhor administrador do neoliberalismo, porque além de mantê-lo e consolidá-lo, o fazia dividindo e confundindo a esquerda, neutralizando a amplos setores do movimento de massas. Por tanto deveria ser derrotado e destruído, para que uma verdadeira esquerda pudesse surgir. O governo Lula e o PT passaram a ser os inimigos fundamentais da nova agrupação.

            Esse elemento favoreceu a aliança – já desenhada no Parlamento, mas consolidada na campanha eleitoral – com a direita – tanto com o bloco tucano-pefelista, como com a mídia oligárquica -, na oposição ao governo e à reeleição de Lula. A projeção midiática benevolente da imagem da candidata do Psol lhe permitia ter mais votos do que os do seu partido, mas comprometia a imagem do partido com uma campanha despolitizada e oportunista, em que a caracterização do governo Lula não se diferenciava daquela feita na campanha do “mensalão”. Como se poderia esperar, apesar de algumas resistências, a posição no segundo turno foi a do voto nulo, isto é, daria igual para o novo partido a vitória do neoliberal duro e puro Alckmin ou de Lula. (Se tornava linha nacional oficial o que já se havia dado nas primeiras eleições em que o Psol participou, as municipais, em que,  por exemplo, em Porto Alegre, diante de Raul Pont e Fogaça, no segundo turno, se afirmou que se tratava da nova direita contra a velha direita e se decidiu pelo voto nulo.)

            Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo – até mesmo na CPMF – e não apoiassem as políticas corretas do governo – como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente – como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda – que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda – a integração continental.

            Por outro, o governo Lula passou a outra etapa, com a saída de vários de seus ministros, principalmente Palocci, conseguindo retomar um ciclo expansivo da economia e desenvolvendo efetivas políticas de distribuição de renda, ao mesmo tempo que recolocava o tema do desenvolvimento como central – deslocando o da estabilidade, central para o governo FHC -, avançando na recomposição do aparelho do Estado, melhorando substancialmente o nível do emprego formal, diminuindo o desemprego, entre outros aspetos. A caracterização do governo Lula como expressão consolidada do neoliberalismo, um governo cada vez mais afundado no neoliberalismo – reedição de FHC, de Menem, de Carlos Andrés Perez, de Fujimori, de Sanchez de Losada – se chocava com a realidade. Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a “assistencialismo”, mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade.

            O isolamento dessas posições se refletiu no resultado eleitoral, em que todas as correntes de ultra-esquerda ficaram relegadas à intranscendência política, revelando como estão afastadas da realidade, do sentimento geral do povo, dos problemas que enfrenta o Brasil e a América Latina. As políticas sociais respondem em grande parte pelos 80% de apoio do governo,rejeitado por apenas 8%. Para a direita basta a afirmação do “asisistencialismo” do governo e da desqualificação do povo, que se deixaria corromper por “alguns centavos”, mas a esquerda não pode comprá-la, por reacionária e discriminatória contra os pobres.

            Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria.)

            Não fazer um balanço das derrotas, não se dar conta do isolamento em que se encontram, da aliança tácita com a direita e das transformações do governo Lula – junto com as da própria realidade econômica e social do país –, da constatação do caráter contraditório do governo Lula, que não deveria ser se inimigo fundamental  revelariam a perda de sensibilidade política, o que poderia significar um caminho sem volta para a extrema esquerda. Seria uma pena, porque a esquerda brasileira precisa de uma força mais radical, que se alie ao PT nas coincidências e lute nas divergências, compondo um quadro mais amplo e representativo, combinando aliança a autonomia, que faria bem à esquerda e ao Brasil.

(Artigo de Emir Sader, publicado originalmente no site Carta Maior)

 

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Mardi 7 octobre 2008

Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Campus Cidade Universitária Anfiteatro da Geografia
Seminário Internacional do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania – Cenedic


HEGEMONIA ÀS AVESSAS Economia, Política e Cultura na Era da Servidão Financeira

21 de outubro

17:30: ABERTURA – Gabriel Cohn (USP)

19:00 – O TRABALHO APÓS O DESMANCHE

         Ricardo Antunes (Unicamp)

         Arne L. Kalleberg (Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill)

         Yves Cohen (École de Hautes Études en Sciences Sociales - EHESS)

 

22 de outubro

10:30 – A CULTURA DA SERVIDÃO FINANCEIRA

         Maria Elisa Cevasco (USP)

         Luiz Martins (USP)

         Pedro Arantes (USP)

 

14:00 - Mostra: O CINEMA DO DESMANCHE: “Cronicamente inviável” de Sergio Bianchi.

 

17:00 - Mostra: O CINEMA DO DESMANCHE: “Os 12 trabalhos” de Ricardo Elias.

 

19:00 – DOMINAÇÃO FINANCEIRA E MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

         José Dari Krein (Unicamp)

         Alexandre de Freitas Barbosa (Cebrap)

         Márcio Porchmann (IPEA-Unicamp)

 

23 de outubro

10:30 – A AMÉRICA LATINA NA ENCRUZILHADA

         Carlos Eduardo Martins (UFF)

         Ary Minella (UFSC)

         Gilberto Maringoni (Faculdade Casper Líbero)

 

 

14:00 –DO APARTHEID AO NEOLIBERALISMO

         Dennis  Brutus (Universidade de KwaZulu-Natal – África do Sul)

         Omar Thomaz (Unicamp)

         José Luis Cabaço (Universidade Técnica de Moçambique – UDM)

 

17:00 - Mostra: O CINEMA DO DESMANCHE: “O invasor” de Beto Brant.

 

19:00 – O SOCIALISMO APÓS O DESMANCHE

         Alvaro Bianchi (Unicamp)

         Brian Palmer (Trent University)

         Wolfgang Leo Maar (UFSCar)

 

24 de outubro

10:30 - TEATRO E DESMANCHE URBANO

         Martin Eikmeier (Cia do Latão)

         Eugênio Lima (Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; Frente 3 de Fevereiro)

         José Fernando (USP, Teatro de Narradores)

 

14:00 – A CIDADE E A MISÉRIA DA POLÍTICA

         Cibele Rizek (USP)

         Mariana Fix (USP)

         João Whitaker (USP)

         Carlos Vainer (UFRJ)

 

17:00 - Mostra: O CINEMA DO DESMANCHE:

Coordenação: Paulo Menezes (USP)

Debate Paulo Arantes (USP) e Paulo Menezes (USP)

 

19:00 – ENCERRAMENTO

HEGEMONIA ÀS AVESSAS: DECIFRA-ME... OU TE DEVORO!

         Francisco de Oliveira (USP)

         Carlos Nelson Coutinho (UFRJ)

         Paulo Arantes (USP)

 

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Dimanche 21 septembre 2008

COLÓQUIO DE LITERATURA BRASILEIRA

MACHADO DE ASSIS

100 ANOS DEPOIS

 

Programação:

22/09 - Segunda-Feira

Prof. Dr. Alfredo BOSI (USP)

Prof. Dr. Ronaldes de Melo e SOUZA (UFRJ)

 

23/09 - Terça-Feira

Profª. Drª. Lúcia GRANJA (UNESP/ S. J. do Rio Preto)

Prof. Dr. João Adolfo HANSEN (USP)

Prof. Dr. Valentim FACCIOLI (USP)

 

24/09 - Quarta-Feira

Prof. Dr. Hélio de Seixas GUIMARÃES (USP)

Prof. Dr. João Roberto FARIA (USP)

Prof. Dr. Sidney CHALHOUB (UNICAMP)

 

25/09 - Quinta-Feira

Prof. Dr. Alcides VILLAÇA (USP)

Prof. Dr. Berthold ZILLY (Univ. de Berlim)

Prof. Dr. José Miguel WISNIK (USP)

 

26/09 - Sexta-Feira

Prof. Dr. Silviano SANTIAGO (UFF)

Promoção: Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas

Depto. de Letras Clássicas e Vernáculas

 

Local e Horário: Todas as palestras serão proferidas sempre a partir das 17h00, no Anfiteatro da História, da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP.

 

Apoio: Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira

CAPES/ PROEX

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Vendredi 5 septembre 2008

O bom de eleição para direitor de unidade na USP, é que só iluminado pode sair canditado. Como a titularidade é conferida face ao mérito, não sendo, em absoluto, um cargo político, a cada eleição temos sempre a garantia de que o novo vice-rei trás consigo as luzes do saber.
Neste mês haverá eleição para diretor da FFLCH, os candidatos não poderiam ser melhores. Façamos uma prece a eles.

Iluminados nossos de todos os dias,
tão próximos do céu,
livres, decentes e titulares,
de glorificados nomes e artigos,
aqui, na Fapesp e na Capes,
sejam feitas vossas vontades
(no banheiro e atrás da moita),
não nos deixei cair em tentação,
tirai nossos espaços,
livrando-nos, assim, de todo o mal...
presente.

 

 

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Lundi 7 juillet 2008

Artigo publicado no Jornal do Campus (ECA-USP) na primeira quinzena de julho, à página 02.

RICARDO MUSSE

A principal forma de estímulo concedido pelo CNPq à produtividade da comunidade acadêmica – a bolsa PQ – padece de várias distorções que colocam em xeque sua intenção, meritória, de incentivar a produção científica no país.

O ponto mais visível dessa distorção é a dupla ou tripla remuneração, um descalabro ético num país de recursos públicos escassos. O pesquisador, em geral professor universitário de uma instituição pública contratado em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, recebe um adicional monetário para realizar a mesma pesquisa que apresenta em seu departamento como parte de seu contrato de trabalho. E muitas vezes, quando essa pesquisa é uma encomenda ou uma consultoria prestada ao mercado ou ao Estado, também é remunerado pela fundação que a agencia.

O sistema de concessão das bolsas por produtividade em pesquisa apresenta ainda uma série de anomalias. A escolha dos “comitês de assessoramento”, que decidem na prática quem serão os agraciados pelo benefício, é feita pelos pesquisadores 1A, um conjunto nem sempre selecionado pela qualidade do trabalho, posto que a decisão acerca de qual pesquisador obterá a classificação 1A é filtrada por este mesmo comitê. Isso tem permitido que grupos controlem todo o processo e imponham suas orientações e linhas de pesquisa a toda uma área de conhecimento.

De modo geral, o sistema se organiza como uma espécie de “clube fechado”. Pesquisadores antigos têm suas bolsas renovadas regularmente mesmo com produtividade baixa ou pesquisas de qualidade duvidosa, em detrimento de jovens pesquisadores que dificilmente são selecionados, a não ser que contem com o beneplácito do “comitê de assessoramento”. A causa disso é simples de ser detectada e fácil de ser sanada: o processo inteiramente endógeno de avaliação. Nesse modelo, as renovações são quase automáticas, pois quem emite o parecer sabe que a avaliação de sua bolsa também será feita por alguém que recebe bolsa PQ.

O aspecto mais deletério dessa modalidade de estímulo à produtividade, no entanto, é seu impacto sobre a vida universitária. A decisão sobre linhas de pesquisa, formas de implementação e fornecimento de recursos é alheia à Universidade. As agências de fomento (CNPq, CAPES, Fapesp etc.) não só controlam inteiramente o processo de pesquisa como ainda palpitam e interferem nas normas de ensino e extensão. A debilidade dos departamentos deve-se a essa transferência de instância decisória, da comunidade universitária para os grupos que controlam as agências de fomento à pesquisa.

O CNPq surgiu à época da ditadura militar, por meio de um acordo tácito entre a comunidade acadêmica e os tecnocratas, pelo qual os cientistas tocavam as pesquisas que prometiam fazer do país uma potência em troca de um controle quase que exclusivo sobre a agência. Esse “aparelhamento” do CNPq pela comunidade científica passou incólume pela redemocratização do país e da Universidade, cristalizando interesses e grupos de poder.

Os pressupostos desse modelo – o controle das Universidades pelos setores dóceis ao regime militar, o professor universitário como um funcionário público pouco interessado em fazer pesquisas – caducou há muito. Não tem mais sentido hoje que as agências de fomento controlem a Universidade e seus professores. A emancipação dessa tutela indevida se torna cada dia mais urgente.

 

Ricardo Musse é mestre em filosofia pela UFRGS, doutor em filosofia pela USP e professor, desde 2000, no departamento de sociologia da USP.

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Lundi 7 juillet 2008

Aqueles que lêem este blog, certamente observaram que temos publicado pouco nas últimas semanas. Não que tenhamos desistido ou nada aconteça, pelo contrário. Tivemos algumas dificuldades, além do período de provas e entrega de trabalhos que nos afasta por algum tempo, no entanto, neste mês de julho colocaremos alguns posts esparsos. Neste entremeio reformularemos o blog, de forma que em agosto voltaremos a publicar diariamente e com energia redobrada.

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Jeudi 26 juin 2008

" Joselito, o cão, cruzou riachos, montanhas, muros e avenidas movimentadas e, de abajur na cabeça, encontrou o caminho de volta do Morro do Querosene à ECA. "

Nesta quinta, dia 26, 21h, a quinta edição do Sarau do Querô relembra a saga do herói caolho para colocar a pedra poética no meio do caminho da USP. Os espinhos das Rosas de Drummond e Guimarães estouram as bolhas que separam o Morro da Universidade e alastram música, dança, teatro, performances e poesia no CANIL _ Espaço Fluxus de Cultura.

A entrada é franca e a sua intervenção é desejada. Banda do CANIL _, Banda Seissextos e outras apresentações esquentam a madrugada.
 
 
A USP é um público diferente, que não tem acompanhado o Sarau. O pessoal do CANIL _ fala em pular os muros, e isso funciona para as duas partes. A partir dessa nossa vinda, porque não um retorno num futuro próximo, ou a USP levar coisas para o Morro do Querosene também?
Paulo Almeida, organizador do Sarau do Querô
 
Pela primeira vez a gente consegue organizar, dentro da USP, algo em que as propostas se casam; as propostas do Sarau do Querô e do CANIL _ Espaço Fluxus de Cultura. Ao mesmo tempo, vem uma ofensiva da diretoria dizendo que esse espaço não tem utilidade e que ele vai ser melhor aproveitado por um bloco didático!?
A nossa contra-proposta é a criação e é mais um motivo para a gente abrir a USP.

Paulinho da artes plásticas
 
Quando a pessoa visita o Morro do Querosene e sente a dinâmica da relação de vizinhança, a relação mais íntima com as pessoas, que ficam mais nas calçadas, a pessoa se apaixona e quer vir pra cá. É um fator coagulante, é totalmente diferente de onde eu morava.
Tiago (Kurt), estudante da USP que foi morar no Morro do Querosene
 
 
 
Onde
CANIL _ Espaço Fluxus de Cultura
Ao lado da ECA e atrás da praça dos bancos - Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443
 
Quando
26 de junho, quinta-feira
21h
(em ponto!)

Cerveja R$ 1,50

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Jeudi 19 juin 2008

O Espaço de Vivência da ECA-USP, conhecido como Prainha, onde se localiza o Canil_, corre o risco de virar pó. Um projeto autoritário (ou seja, que não consultou a comunidade) do diretor Millanesi pretende transformar o espaço de integração e eventos culturais gerido pelos estudantes em um prédio-prisão, também chamado de "[bloco didático]".
[relevem o nome: os projetistas do bloco não sabem o que significa didática]

Assim, convidamos estudantes, funcionários e professores a participarem daquela que pode ser
A ÚLTIMA FESTA JUNINA DA ECA!


quentão                    vinho quente                    cerveja
pipoca          doces          churrasco          cachorro quente



nesta sexta, 20/06, a partir das 21 horas, na Prainha da ECA
(na USP - Campus Butantã)

Venham e tomem para si esta causa.
Não deixemos acabarem com os espaços públicos!
 


 >> Clique aqui para ver todos os eventos da Agenda do Fórum ou acesse: http://forumdaocupacao.over-blog.com/pages/AGENDA-534272.html

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Mardi 17 juin 2008

É... quando a multidão grita, dizem que sapo de fora não chia e quem está na lagoa zomba.

Então agora vejamos o que irão dizer, com sapo de dentro a denunciar aquilo que eles fingem não fazer.

Entre pulos e coachar, o DCE há muitos anos não é "uma entidade central para a organização do movimento estudantil". Na figura de sua gestão, o que fez ano após ano foi vestir a carapuça de que só age naquilo que lhe é de interesse privado.

Abaixo, a ratificação da carapuça.


(Esta carta circulou hoje pela manhã por listas de e-mail diversas, onde a encontramos. Os negritos foram destacados pelo
Fórum da Ocupação)

- - -

Carta de Ruptura com a Gestão "Vez e Voz" do DCE-Livre da USP
 
   Entendendo o DCE-Livre da USP como uma entidade central para a organização do movimento estudantil (ME) não só da nossa Universidade, mas de todo o país, compomos, ao final do ano de 2007, a chapa "Vez e Voz" como concorrente à gestão da entidade. Naquele momento, avaliávamos que era fundamental retomar o DCE para a esquerda, retomando também sua histórica combatividade, através de uma chapa ampla, composta por todos os grupos e estudantes que pudessem contribuir nessa importante tarefa.

   Apesar dos nossos esforços para que então a chapa se construísse nos marcos da Frente de Lutas Contra a Reforma Universitária (FLCRU), centro da reorganização do ME combativo e antigovernista, a indisposição de alguns grupos à construção da unidade impediu que a real chapa ampla, com o autêntico potencial de organizar os estudantes da USP, articulando- os com a luta nacional e retirando-os da ofensiva governista, fosse formada. O processo de formação de chapas, absolutamente superestrutural, baseado em acordos entre forças políticas que disputavam entre si os cálculos eleitorais, foi distanciado de qualquer construção no seio do ME e de toda possibilidade de construção de um programa de gestão conseqüente e democrático. Ainda assim, pela importância da tarefa colocada, seguimos a construção da chapa "Vez e Voz", em conjunto com companheiras e companheiros dos campos Romper o Dia!, Mara Lobo, Domínio Público, Barricadas, A Hora é Essa e militantes independentes.

   Após metade da gestão transcorrida, temos uma avaliação crítica do papel que esta tem cumprido para o ME local e nacional. O distanciamento com relação às lutas e pautas estudantis, com a opção pela não construção e por vezes até desconstrução das ações puxadas por setores que não compõem a gestão; a negação em construir fóruns ampliados – como assembléias estudantis – durante boa parte da gestão; a lógica de debate e disputa interna baseada em um alto grau do autoritarismo da "política de maioria", sendo as posições minoritárias e dissonantes rechaçadas sem a menor disposição de debate e construção conjunta desde o período da formação de chapa; e os fatos ocorridos durante a construção do V Congresso da USP e principalmente durante a Jornada de Lutas aprovada em Assembléia Geral dos Estudantes da Universidade são fatos que, ao nosso ver, deixam claro o papel extremamente prejudicial e irresponsável da gestão para o ME não só local, mas também nacional.

   Alguns momentos merecem ser destacados:

>>> A recusa na construção, apoio, observação e até debate sobre o Plebiscito Nacional Sobre o REUNI, mesmo diante do fato de que uma parcela significativa dos CAs e estudantes da Universidade tocavam esse processo com sua devida centralidade – deixando clara a sobreposição dos interesses dos grupos presentes na gestão às demandas e necessidades do ME da Universidade (postura, aliás, ostensivamente criticada durante a gestão governista "Camarão que dorme a onda leva");

>>> A postura do setor majoritário do DCE, composto essencialmente pelo campo Romper o Dia!, diante da impossibilidade da realização do V Congresso da USP, dada a não liberação das trabalhadoras e dos trabalhadores da Universidade por parte da Reitoria para participação no fórum, postura esta concretizada principalmente na entrevista dada ao Jornal do Campus onde, em nome do DCE, o Sindicato dos Trabalhadores da USP foi acusado de "fazer o jogo da Reitoria" – acusação, ao nosso ver, infundada e extremamente irresponsável diante da tão buscada unidade entre as categorias da Universidade, além de autoritária;

>>>
 O desrespeito, por parte desse mesmo setor majoritário da gestão, às deliberações da Assembléia Geral dos Estudantes, ocorrida no dia 26/05/2008, que organizavam a Jornada de Lutas, marcado, principalmente, pela desconstrução dos espaços deliberados e duramente articulados pelos estudantes, chegando à absurda divulgação de um material contrário à Assembléia, concluído com o convite a uma plenária do próprio Romper o Dia!, paralela às atividades oficiais do ME;

>>>
 A não discussão e participação, por parte de toda a gestão, do espaço nacional da FLCRU (marcado na própria USP no dia 07/06/2008 por pedido de grupos da gestão durante a reunião ocorrida no Rio de Janeiro em fevereiro), ou seja, o esvaziamento de um espaço nacional central para a articulação do ME combativo, teoricamente construído pelo DCE (devido à histórica deliberação consensual em uma Assembléia Geral que reuniu milhares de estudantes durante a Ocupação da Reitoria em 2007) e defendido pela gestão combativa e de esquerda que a gestão "Vez e Voz" diz ser.

   É diante do entendimento de que, na atual conjuntura de implantação do projeto neoliberal na educação por parte dos governos estadual e federal, o momento pede o fortalecimento da combatividade, radicalização e unidade nas lutas do ME; que a conjuntura da USP não é de forma alguma separada do restante das Universidades e da sociedade; e que a construção das entidades estudantis deve se dar pela mais profunda democracia na tomada de decisões internas à gestão e com a base estudantil, e na confrontação desse entendimento com a situação absolutamente oposta acima descrita, que julgamos inviável a nossa continuação na gestão "Vez e Voz" do DCE-Livre da USP.

   Desse modo, formalizamos nossa ruptura com a gestão.

   Continuaremos nossa atuação no ME da USP, buscando acima de tudo sua combatividade e conseqüência às demandas dos milhares de estudantes que ocuparam a Reitoria e fizeram a greve no ano passado, sofrendo a conseqüência dos ataques frontais dos governos Serra e Lula à educação e em defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade para todas e todos. Convidamos a todas e todos estudantes da Universidade para a construção desse projeto de luta, que não encontra hoje no DCE da USP, pela política da sua atual gestão, o devido espaço para sua organização.

Débora Manzano
Estudante do curso de Fonoaudiologia do campus São Paulo, também coordenadora do Centro Acadêmico de Fonoaudiologia da USP e da Diretoria Executiva Nacional de Estudantes de Fonoaudiologia
 
Débora Saes
Estudante do curso de Terapia Ocupacional do campus São Paulo, também coordenadora do Centro Acadêmico de Terapia Ocupacional da USP e da Executiva Nacional de Estudantes de Terapia Ocupacional

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Dimanche 15 juin 2008

                                                                        ...pela ordem:

Claudio Gomide

Odair Bermelho

João Grandino Rodas

Maura Véras

Naomar de Almeida Filho

Ulisses Fagundes Neto

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