A meritocracia uspiana

Publié le par Fórum da Ocupação

Dentre os vários argumentos para justificar a tradição antidemocrática e autocrática da USP, o da meritocracia é dos mais escandalosos. Para que um professor atinja um cargo de (des)mando, este deve estar fundamentado no mérito. O órgão máximo da Universidade, Conselho Universitário, é basicamente composto por professores titulares, assim como diretores de unidade, reitores, vice-reitores et alii, só podem ocupar o posto baseado neste titularidade, que em tese é dado pelo mérito do trabalho acadêmico realizado.

No entanto o mérito na USP muita das vezes é uma falácia, basta uma consulta ao currículo da maioria dos docentes que estão no CO, muito dos diretores de unidade ou, exemplo gritante, uma visita ao currículo da reitora Suely Vilela (clique aqui para acessá-lo). Em geral ele não tem sequer o reconhecimento da comunidade acadêmica.

Dito noutras palavras, a titularidade transformou-se essencialmente em critério político, pouco tendo a ver com a qualidade efetiva da carreira de quem é "professor titular", assim, não há mérito algum, mas tão somente um expediente pusilâmine de perpetuação do poder nas mãos de uma minoria.

[Neste mar de arbitrariedade há aqueles que com justiça chegaram e chegam ao posto de professor titular. Eles contribuem para a existência do ethos universitário, mas estão virando exceção.]

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