Comunicado da Reitoria distorce fatos e procura iludir a comunidade

Publié le par Fórum da Ocupação

Publicamos comunicado da REItoria, a seguir, sobre o piquete e V Congresso. Antes, ressaltemos algumas, LITERALMENTE, mentiras expressas no documento:
 
1) A reitora rompeu o termo de desocupação do prédio da Reitoria, tanto quanto as negociações para o cumprimento das pautas contidas no mesmo, posto que nelas ficou expresso a dispensa de estudantes, professores e FUNCIONÁRIOS para participação no V Congresso. A reitoria nunca deu resposta conclusiva a isso, em especial no concernente à dispensa dos funcionários. Dias antes da realização do V Congresso transferiu a responsabilidade para os diretores de unidade, numa clara e inequívoca manobra, já que algumas Faculdades e Institutos haviam avisado que manteriam atividades normais na semana de 26 a 30/05, inclusive sem liberação de delegados eleitos de qualquer das categorias. No caso dos funcionários, muitos diretores, mesmo com estudantes e professores liberados, deixaram claro que não dispensariam nenhum funcionário fosse ele delegado ou não. Assim, mesmo sendo responsável pela interdição dos trabalhadores ao Congresso, Suely Vilela, íntima do Santander, procurou transferir o ônus para seus vassalos, sabendo que boa parte faria o jogo da suserana seja para garantir as migalhas ou impedir a existência de espaço público de crítica e discussões, visto que não querem, não desejam nenhuma alteração no status quo que lhes garante o controle autocrático dos destinos da Universidade, prestando serviços relevantes à inicitiva privada, tranformando a USP numa universidade empresarial e nada pública;
 
2) Os estudantes e funcionários em piquete não se recusaram ao diálogo com os representantes da Reitoria, ocorre que estão todos saturados das falsas palavras destes senhores, que só se propõe ao diálogo quando a porta é arrebentada, antes disto não ouvem nada nem ninguém. Mesmo agora o que denominam diálogo não passa de aviso, posto que pedem suspensão do piquente sem nenhuma garantia ao atendimento de nosso pleito, além de deixarem implícito ameça de uso da força através da Polícia Militar;
 
3) A nota fala nos mais de 15000 servidores que não tiveram suas atividades suspensas, mas omite os mais de 5000 docentes e 50000 alunos de graduação, cujos trabalhos e aulas foram liberados – liberados em conseqüência de um termo firmado para desocupação da Reitoria no ano passado – nesta semana. Ao tentar iludir a comunidade uspiana desvelam o gesto de inviabilizar o Congresso atingindo o lado mais frágil; além do que, muito dos picaretas que contribuem para dissolução desta Universidade, necessitam de alguém que lhes sirva café, limpe o chão, abra portas etc.;
 
4) O Congresso não foi suspenso pelos alunos, a proibição de participação sem restrições dos funcionários inviabilizou a existência do Congresso, que desde sua origem era para ser das TRÊS categorias, sendo que todas entenderam ser insustentável fazer o Congresso sem os trabalhadores da USP por ferir sua concepção inicial e dar folêgo à segregação promovida pela Reitoria. Cada categoria tem dado continuidade às discussões previstas para o Congresso, mas com outro caráter e de acordo com discernimento de sua base.
 
Em síntese, a Reitoria proibiu, SIM, a participação dos funcionários; a Reitoria inviabilizou, SIM, a existência do V Congresso da USP.
 
Não nos agrada fazer piquetes, ocupações, greves e manifestações. Estamos cansados e por isto pedimos por democracia e transparência, mas não abdicaremos de nosso direito de luta. Sabemos da justeza de nossas reivindicações. Sabemos da urgência e necessidade de uma outra Universidade, ou melhor: de uma universidade de fato e bem distante da que temos agora, que leva o nome de universidade apenas formalmente.
 
 
Comunicado da Reitoria

No dia 27 de maio, terça-feira, desde as 5h, um grupo de alunos e uncionários, por meio de piquetes e de barreiras físicas, impediu o cesso ao prédio da Reitoria.

Prontamente, na busca de entendimentos para desobstrução do acesso, três professores da Universidade, liderados pelo chefe de Gabinete, procuraram os manifestantes para obter explicações do grupo acerca do bloqueio. Colocaram-se à disposição para negociação a respeito.

Inicialmente, houve recusa de diálogo por parte dos manifestantes que, num segundo momento, aceitaram discutir com os representantes da Reitoria. Constituiu-se, então, Comissão, composta por quatro professores, dois alunos e dois servidores, que, após uma hora e meia de conversações, não chegou a acordo sobre a liberação do acesso ao prédio da Reitoria.

Para surpresa da Administração Central, o V Congresso foi suspenso pelos alunos, que reivindicam, juntamente com os funcionários, a liberação dos mais de 15.000 servidores da Universidade para participação na reedição desse evento, em futuro próximo.

Vale ressaltar que a Reitoria não impediu a participação dos funcionários no Congresso, pelo contrário, possibilitou a participação da comunidade uspiana e forneceu a infra-estrutura necessária para a sua realização, como mencionado em Comunicado de 21 de maio último.

A Reitoria está tomando as providências cabíveis para o retorno à normalidade.

São Paulo, 27 de maio de 2008

Publié dans V Congresso da USP

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